Acupuntura nas Lesões do Esporte – Parte 2

Bom dia pessoal!

Hoje daremos continuidade ao assunto Lesões Desportivas.

No último post, mencionei as situações de desequilíbrios energéticos que podem predispor atletas e praticantes de atividade física à lesões musculoesqueléticas.

Porém, nem toda lesão está relacionada ao distúrbio interno. Muitas vezes, uma lesão é só uma lesão. Que pode ser gerada por um trauma direto, como uma queda, uma pisada em falso, ou até mesmo um “overuse”, quando movimentos repetitivos de uma mesma articulação gera desnutrição de sangue e oxigênio local, levando à tensão local, que pode evoluir para distensão ou estiramento muscular.

Quando é este o caso, o acupunturista deve tratar o paciente com os Meridianos Tendinomusculares.

Os Meridianos Tendinomusculares são em número de 12 e bilaterais. Representam os músculos, tendões e ligamentos pertinentes ao território de cada meridiano principal e dependem deles, porém não penetram nos órgãos. Sua Função Principal: é manter o esqueleto unido e comandar o movimento dos músculos e articulações.

A patologia energética desses canais reflete nas atividades dos tendões, músculos e articulações, como as dores, distensões, estiramentos musculares e algias das articulações.

Os 12 Meridianos Principais lhes dão energia para suas funções, e ao longo de seu percurso ficam superficiais ao ponto de gerar locais específicos de dor que não pertencem a um meridiano principal. A esses pontos denominamos:

Pontos ASHI.

Todos os Meridianos Tendinomusculares começam nas extremidades distais dos membros e seguem um curso ascendente, envelopando todos os músculos no seu trajeto.

Os Canais Tendinomusculares obedecem um sistema conhecido como “Reunião dos 3 Yin e dos 3 Yang” e fazem seu trajeto através de áreas musculares comuns. Para realizar o tratamento de dores, que não possuem origem em desordens energéticas dos órgãos internos, usando a teoria dos tendinomusculares, usamos a seguinte regra:

  • Estimular o ponto Tsing do meridiano mais próximo da dor.
  • Punturar os pontos  Ashi de acordo com a dor do paciente.
  • Estimular o ponto de reunião do meridiano mais próximo da dor.
  • Punturar o ponto de tonificação (shu antigos) do  meridiano mais próximo da dor.

** São pontos de reunião:

1) Os 3 Yang do Pé (Bexiga, Vesícula Biliar e Estômago): ID18.

2) Os 3 Yin do Pé (Rim, Fígado e Baço-Pâncreas): VC3.

3) Os 3 Yang da Mão (Intestino Delgado, Intestino Grosso e Triplo Aquecedor): VB13.

4) Os 3 Yin da Mão (Coração, Pulmão e Pericárdio): VB22.

Quando o paciente chega ao consultório com pontos específicos de dor, que não pertencem aos meridianos principais, e que, com o tratamento somente nos pontos desses meridianos não há melhora, o ideal é SEMPRE utilizar a ação dos meridianos tendinomusculares.

Também pode-se sempre utilizar a regra acima, em conjunto com tratamento de desordens internas, caso seja necessário.

Espero tê-los ajudado.

Um grande abraço!

Profa. Fernanda Mara



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